20/07
2009


Bom, acho bom que esses caras saem por ai enquadrando todo mundo, mas eu? Lá estava eu com um amigo do trabalho indo para a avenida para irmos até uma ‘balada’ que tem sua história devidamente relatada no post debaixo.
Andando por uma avenida escura precisávamos subir uma rua para chegar até a avenida, estávamos indo reto quando ele fala:
- Vamos virar aqui(em um beco)
Então viramos bruscamente, só que enquanto eu virava, eu vi que vinha vindo uma viatura da tática com os faróis desligados, foi o tempo de dizer:
- Ou vamos nós vamos ser enquadrados.
Só deu para ouvir os gritos:

- Vai vai vai! Fiquem parados e coloquem a mão na cabeça!
Tá, depois de muito tempo eu tinha que fazer o que estavam me mandando(geralmente não faço nada que me mandam porque ninguém manda em mim, saca? Tipo o revoltado… :D), virei para a parede e coloquei as mãos na cabeça, nisso chega 3 caras, 2 com a 38 na mão e um com fuzil, um que estava com a 38 fala:
- Eu disse na cabeça!
Poha, minha mão estava na cabeça… Então o filho da puta começa a apertar minha mão, parecia que estava com medo de mim e que em algum momento eu iria virar com uma shuriken e matar todo mundo.
Então ele começa a revistar meu lado esquerdo e deu mó apertada nas minhas bolas e quando foi revistar o lado direito e colocou a mão na minha carteira que eu tinha colocado por dentro da calça(porque é foda andar com carteira no bolso aquela hora alí) ele apalpou ela umas 3 vezes em um segundo para ver se era uma arma, aquele cara estava mesmo com medo de mim.
Ele pediu para que eu virasse para ele(o meu amigo estava atraz de mim e eu tinha que ficar de costa para ele, aquele velho modo de bater nos caras sem testemunhas. E começou a me perguntar:
- Aonde estão indo?
- Avenida
- Você é trabalhador senhor?
- Sim
- Trabalha onde?
- Em um buffet(mostrei o logo da minha calça para ele)

- Onde que fica esse buffet senhor?
- Avenida Paes de Barros.
- Trabalhou hoje?
- Acabei de voltar.
- Onde vocês estavam?
- Na casa dele, a próxima direita alí(apontei com a cabeça para ele)
- O senhor é usuário de drogas?
- Não senhor.
O SENHOR NÃO É USUÁRIO DE DROGAS(gritando)?
- Não.
- Deixa eu ver suas mãos.
(ele tirou uma lanterna de algum lugar e começou a ver minhas mãos)
- Tem passagem?
- Não.
- É não senhor.
- Não senhor.(com uma voz irônica)
- Tem RG?
- Tenho.
- Onde está?
- Na carteira.
- Pega para mim.
(peguei a carteira e lhe dei o RG)
- Você já se alistou senhor?
- Sim senhor.
- E o senhor não quis servir?
- Senhor, eu fui chamado(com um sorrisinho de vingança na cara).
Nesse momento, vem o cara com o fuzil e começa a falar:
- Você que apresenta o parabéns?
- Sim(com um tom de descontração na voz, mesmo eu não apresentando poha nenhuma de parabéns, alias, eu nem sei o que ele tentou dizer com apresentar o parabéns. O que faço lá não tem nada haver e nem se assemelha com ‘apresentar o parabéns’), o senhor já foi lá?
- Não(rindo).
- Hmm(também rindo).
- Estão liberados.
- Ah ok, até mais(eu não acredito que tinha falado até mais para aqueles caras, mas beleza, continuamos andando).

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1 Comentário até agora

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  1. é que vc tem cara de traficante s2 ;D